Juro-te fieldade eterna? Juro-te dependência perpetua? Juro-te subordinação imortal? Juro-te veneração constantemente? Diz-me tu se o queres... Rresponde!
Sabes que gosto de ti mas não tens conhecimento do que sinto. Sabes que eu te persigo com o olhar mas não sabes que ele queima das lágrimas que se colam à máscara que cobre a frustração escondida.
A tua natural presença queima-me, ruína, incenera, crema o sangue que o meu coração pretende bombear, o teu sereno movimento que calca as pedras do piso onde me deleito faz-me querer degolar o peito com a mão, a tua visceral boca saceia as palavras de incentivo outrora memorizadas, o teu olhar negro funde a saudade em cada espaço vivo do meu corpo, a tua pele da cor do fogo descongela a miscelânea de sentimentos propostos ao esquecimento.
Sim!, fazes isto tudo sem imaginares... Não pretendo obrigar-te a sentires o que desejo que sintas. Apenas quero que me respondas, me digas olhos nos olhos, cara a cara, corpo a corpo, frente a frente, que não me queres, que tenho de desistir deste sonho desnutrido pela realidade, que preciso de ultrapassar-te e que necessito de seguir em frente e não parar vendo-te passar perfeitamente esculpido pela natureza biológica da vida, do Mundo, impune e sem armas com que lutar.
Responde ! Embora eu queira "abandonar-te" não posso enquanto não ouvir as tuas palavras. Responde !
"Uma PALAVRA é como a nota que procura outras para um acorde perfeito."
(Eugénio de Andrade).
Este blogue da turma I do 10º da Escola Secundária de Barcelos, criado no âmbito das disciplinas de Português e Literatura Portuguesa, pretende ser o reflexo dessa procura e o espelho dum "acorde perfeito", um espaço onde se partilham imagens, músicas, vídeos, opiniões, reflexões, pensamentos, TEXTOS...
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