Dependendo da maré,
Subjugado pelo vento,
Com condições adversas,
Aqui vou eu, me perdendo,
Com situações de calmaria,
Outras de agitação,
Entendo, que pouco me acalmaria,
Penso que tudo foi em vão,
Padeço de uma fome interminável!
De uma tempestade indesejável
Sob uma maré agitada
Pela noite assombrada
Levitado levemente,
Pela canção inesperada,
Conseguindo vagarosamente,
Uma recordação já passada
Pela costa de Sonhos,
Por onde já tivera andado
Recordo certamente, passados medonhos
Erguendo a vela pesadamente,
Com o objectivo de alcançar o além,
Serei eu? Pessoa do meu ser,
Capaz de desejos infindáveis?
Não sei, não me julgo capaz
Julgo-me sim, um mero homem,
Que sim, anda à deriva,
Mas que...para além disso, não, ele não é capaz!
Parabéns, Ricardo. Já conhecia "Costa de Sonhos". Ouvi-o declamado (e que bem!) por ti, na Biblioteca Municipal de Barcelos e no Sarau, e já o lera, publicado na "Amanhecer". Foi bom relê-lo. Espero que essa "fome interminável" seja de conhecimento, e bondade, e beleza, e poesia.
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