sexta-feira, 22 de julho de 2011

A dor estrangeiradamente Penosa (PAIN).

Dor. Como podemos decifrar esta palavra que aparece por variadas razões mas sempre da mesma maneira penosa criando fridas em cima de laços feitos com a maior dedicação. Dor. Aquele sentimento que nos mastiga, metaforicamente, sem dó nem piedade, sem compaixão nem questões de solidariedade. Dor. O que o ser humano evita ao máximo mas que não consegue evitar sempre cavando um buraco no coração. Dor. Sempre presente, sempre escondida, sempre à mostra, sempre coberta como se de uma antítese se tratasse. Dor. Que brota pelos olhos os restos da felicidade outrora rígida, moída em correntes que renovam a vida do nosso corpo. Dor. O material estragado que se cola à nossa face como se de um drama falso se tratasse. Dor. Uma coisa tão minúscula que explode num momento só fazendo de todos os ‘amo-te’ cinza, nada mais do que lixo vulgar e inutilitário. Dor. Elevada na sua protagonização pelas banalidades que ofereceram, num passado, ao nosso coração. Dor. A cerra que atravessa o meio que antes não existia. Dor. O clique desnecessário para uma vida real sem sinal de fantasia e cheiro de imitação. Dor. Quando uma criança chora por lhe doer a garganta. Dor. Quando uma mãe chora pela perda de um filho. Dor. Quando a traição se prostrou à nossa pele. Dor. Quando foge o nosso amor.
Por isso, questiono o ser humano do que se trata, numa frase, a dor se é possível identificá-la no seu trono construído na confusão do nosso fosso.

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