sábado, 12 de março de 2011

Quero-te tanto!

Não queria nada desistir do sonho que me ofereceste. Não queria nada desistir do "nós" inexistente. Não queria nada desistir, e repito, seja qual forem essenciais as vezes, pois é dramático o desalinho causado. Apenas são estas as palavras que, nestes dias, pretendo clamar: "Não quero desistir, não quero desistir!". São elas que me fornecem a força necessária para avançar, a coragem forçada para caminhar pelas ruas que os teus pés já calcaram. Deixaste uma marca de improvável cicatrização.
O impossível final feliz desta história penetra-me a mente resultando num baralho de dor misturando as emoções que objectivava ausentar. Bloqueias-me o sentido, alteras-me o íntegro, ilustras-me o perdido, matas-me o migro que pretendo efectivar.
Tudo isto está longe de amar mas não acautelo o gostar, adorar; não evito em te idolatrar.
A consciência não se engana e sei que é irrealizável o meu pensamento. Queria que pudesses, pelo menos, gostar de mim. Era só gostar...

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