sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Olho-me ao espelho. Que tipo de espécie sou eu? Procuro uma resposta que cada vez mais tarda em chegar. Já quase nada me resta de esperança... Nem uma brisa me faz sentir mais acolhida. Caminho completamente à deriva, sem um fim por que lutar. Só me resta esperar se ainda vale a pena. Tento estar presente mas não passo de uma máquina programada para agir. Tento ser melódica mas só ecoo melancolia. Tento traçar uma linha mas tudo o que pinto acaba desalinhado. Tento e tento e pouco tenho. Luto e luto e o pouco obtenho. Corro, parto, destruo, esmago, ergo, construo e alinho mas nada é aclamado. Grito, salto, bramo, choro mas jazo invisível. Perco, dia-a-dia, a vontade de te procurar. Abandono a honra de te amar. Largo, a cada pôr-do-sol, a ambição de te tocar. Evacuo os sentimentos que poderia abrigar. Purgo a ansiedade de seres tu quem eu deveria beijar.
Crê! Eu queria aleitar o sonho do meu primeiro beijo contigo em eterno mas sinto que, se conceber essa representação, poderei sofrer em defeito do meu coração. Como TE poderei alimentar meu ambíguo objectivo? És tão incerto e dúbio…

2 comentários:

  1. AMEI AMEI AMEI MARTA :o
    posso-te dizer com sinceridade que transmitiste-me um grande sentimento dentro de mim!
    És fantástica no que escreves e fazes!
    continua assim, irás longe!

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  2. Ontem já te disse tudo o que havia para dizer. Tu, Marta, estás cheia de qualidades, quer as reconheças ou não. És uma miúda cheia de talentos, com uma enorme sensibilidade de escrita e vejo em ti toda a força para alcançar um futuro bastante risonho. Mas esse futuro só chega com esforço, esforço esse que, a curto ou longo prazo, será recompensado!
    Acredita que não há sentimento que nos complete mais do que aquele da realização de fazermos aquilo que gostamos.
    A vida é uma cadeia montanhosa, em que cada cume atingido é um objectivo. Há montanhas grandes e pequenas, umas mais atribuladas que outras, que vão exigir mais preparação que as restantes. Mas todas elas são importantes, todas elas trazem-te um sentimento incrível. E não é por chegares lá mais ou menos depressa, nem pelo que há para lá do seu pico: É pela própria subida, pela prova de trabalho que dás em todos os instantes que pode apetecer-te desistir!
    Mas, Marta, NÃO PARES!

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