O dia da Rita não poderia ser pior, mas não podia ser mesmo. Sobretudo quando se é um ser humano dotado de racionalidade e das poucas vezes que a usamos, é a pensar em nós mesmos e no que nos convém.
A minha amiga Rita é bastante parecida comigo, principalmente porque na maior parte das vezes pensamos da mesma maneira e temos os mesmos princípios. E, como tal, isto inspira confiança. Mas não é a cerca disto que quero que reflictam.
Rita viu o seu esforço não ser recompensado. Como qualquer um, ela ficou destroçada e frustrada, pois quando damos o nosso melhor, tudo o que temos e até lutamos para dar o que não temos e mesmo assim, não conseguimos alcançar um objectivo, é normal ficar nesse estado.
Mas, quando tudo parece não poder piorar, quando tudo parece estar mau o suficiente para não conseguirmos dar a volta, acontece sempre o surpreendente: Há pior, bastante pior à nossa volta.
Rita deu por si à frente de uma estrada, na qual passava um carro. Super normal, não é? Então um cão atravessa a estrada,junto da passadeira. Super normal, não é? O carro dá uma ligeira pancada à velocidade de condutor de domingo. Super normal, não é? O cão voa, fica deitado no chão. Super normal, não é? O condutor sai para ver se tem algum risco no carro e volta a entrar seguindo o seu caminho. Vá, bastante normal!
Acaba-se o Natal e acaba-se o amor ao próximo.
Tens muito talento e fazes bem em "deitá-lo cá para fora". Continua Ritinha!
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