quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alcançar-te

A minha vida é uma tempestade,
Pois vivo numa ilusão.
Na ilusão do ser, do sinal do querer.
Penso todos os dias “Que irei fazer amanhã?”
Não sei, pois antes de adormecer
Faço o plano de todas as palavras de todos os passos.
Mas pouca coisa se concretiza.
Pouca ou nenhuma, porque o que peço é só a tua presença.
Eu perco-me a pensar em ti,
Perco mesmo mãe.
Não vejo o porquê disto.
Tenho saudades de quando me davas a mão
E me ensinavas tudo e mais alguma coisa.
Tenho saudades de encostar a minha cabeça a ti
E receber todos aqueles mimos e beijos.
Era a tua menina maior,
Desde aquele dia
Não cresci absolutamente nada.
Sou a mesma menina,
A menina que sempre esteve contigo.
A menina que chora por uma ausência inacabada.
Será que um dia vou acordar?
Ou já vivo a realidade?
Para ti mamã. Amar-te-ei para sempre.

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