É impressionante como a crise está em todo o lado... Nos valores que as pessoas carregam na sua carteira, no modo que elas reagem quando são abordadas por alguém que espere que sejam solidárias para com eles, na disposição quando contam as moedas, nos sorrisos desvanecidos quando se deparam com o preço da água. Estamos todos condenados, a menos que tenham ganho o Euro milhões, o que não é o meu caso, infelizmente.
Mas como havemos de lidar com a ausência do nosso tão apreciado dinheiro?
Bem, eu não sei. A solução mais eficaz é, com quase todas as certezas, a de poupar o que pudermos mas será isso fácil com os juros a aumentar de semana para semana? Não. Portanto, se nutrirem dentro das vossas mentes sagradas alguma solução sábia que me possam transmitir basta virem ter comigo.
Eu, todos os dias, reparo que os meus pais TENTAM poupar mais. Levar o lanche de casa, talvez o almoço, é uma solução bastante relevante. O negócio das lancheiras vai aumentar cada vez mais nestes tempos de crise mas não vai ter uma longa duração visto que os sacos plásticos para além de serem mais económicos também são reutilizáveis.
Enfim, penso que este tempo de decadência vai durar por bastante tempo e vai alastrar-se até pelos países que se encontram em melhor situação. Fazer figas e ter fé pode ajudar as nossas almas mas, como uma grande infelicidade, não faz cair dinheiro na bolsa. As contas poupança acabam por se tornar em contas para uso pois há que recorrer ao único sítio onde ainda há dinheiro. Não há tempo nem capacidade para pôr dinheiro de lado para o futuro dos filhos visto que o que se quer, neste momento, é assegurar o presente deles. Comprar queijo e fiambre é um luxo e esperemos que não tenhamos que comer pão e beber água ao jantar.
Manterei as soluções mais eficazes em mente e farei vincá-las no meu dia-a-dia. Para já ainda existe dinheiro para algumas estravangânciazitas mas em pouco tempo não o haverá (já diz o ditado e excelentemente correcto: "Quem é pobre não tem vícios" ou algo do género).
Os casinos continuam a facturar todas as noites mas estará ele com disponibilidade para, num futuro próximo, fazer jogadas a limpo?
A crise é como uma toupeira, um bicho horrendo que cava a terra escondido mas que destrói colheitas sempre pela calada. Há algum veneno para matar esta toupeira fedorenta? Lá está, digam-me qual é mas que seja barato!